Aruanã-dourado, Peixe de Água Doce

Os peixes aruanã dourados são as várias variedades de peixes de água doce do gênero Scieropages. Podemos citar que algumas das fontes diferenciam estas variedades em diversos tipos de espécies, enquanto que com isto, outras consideram várias estirpes que pertencem em uma única espécie.

Estes peixes contam com vários outros nomes comuns, como por exemplo os língua óssea asiático, ou peixe dragão, devido a característica de sua carapaça.

O peixe é nativo do sudeste asiático, e o aruanã dourado habita rios de águas escuras que correm através de florestas pantanosas e áreas mais úmidas. Estes peixes adultos se alimentam de outros peixes, enquanto que os juvenis se alimentam mais de insetos.

São peixes muito populares em aquários e tem um significado especial e culturalmente falando para os chineses. Suas características e semelhança com o mítico dragão chinês tem resultados positivos e negativos quanto a conservação do peixe e as espécies que são ameaçadas.

O comportamento do peixe Aruanã – Dourado.

Saiba que os aruanãs dourados são peixes considerados paternais, além de serem incubadores de ovos utilizando assim a sua própria boca. Eles são peixes que demoram para atingir a sua maturidade sexual, e dificilmente se reproduzem em cativeiro.

Estes peixes são considerados quando vistos como um momento de sorte para as pessoas de culturas asiáticas. Este tipo de reputação geralmente decorre de uma semelhança com a espécie do dragão chinês, considerado um símbolo cultural do país.

Suas grandes escamas de aparência metálica e seu duplo barbilho são características interessantes, que parecem como escamas de dragões.

Para se criar o aruanã dourado em cativeiro é exigido um aquário grande, além disto eles são peixes territoriais e carnívoros, precisando ser alimentados com dietas de alta qualidade de carnes, como camarões e grilos. Geralmente se alimentam na superfície e não costumam atacar seus semelhantes.

 

Conheça o Peixe Esturjão

O Peixe Esturjão é o nome utilizado para determinar as espécies de peixes de várias espécies da família Acipenseridae. Este é um termo que inclui pelo menos 20 espécies de peixes conhecidas como esturjões e várias espécies que contam com nomes distintos.

Os peixes esturjões fazem parte de uma das mais antigas famílias de peixes ósseos existentes e conhecidas, são peixes nativos de rios, lagos e costas litorâneas em regiões tanto subtropicais como temperadas, mais encontrados na América do Norte.

Características físicas do peixe Esturjão.

Este é um peixe que possui um corpo alongado, ausência de escamas e muitas vezes grande porte. Não é incomum encontrar exemplares que passam 2 a 3,5 metros e algumas das espécies podem chegar a mais de 5 metros.

Alguns exemplares são exclusivamente de água doce, e dentre os que vivem em águas salgadas, são poucas as espécies que se distanciam de áreas costeiras. As espécies de peixe Esturjão são pescadas para extração de suas ovas, onde é feito o caviar.

Devido ao seu lento crescimento, e um longo período necessário para que ele atinja a maturidade, os esturjões são bastante vulneráveis a pesca excessiva bem como a outros tipos de ameaças como a poluição e mudanças de seu habitat.

A maior parte das espécies de peixe esturjão hoje, é considerada como vulnerável, em perigo ou em perigo crítico.

O Habitat do peixe esturjão e sua reprodução.

O peixe esturjão é encontrado em águas subtropicais e subárticas de regiões como a América do Norte e na Eurásia, e apesar de sua região habitada ser vasta, praticamente todas as espécies de esturjão estão altamente ameaçadas de extinção.

Não são conhecidas espécies que ocorram naturalmente em países como o Equador, África do Sul e região do Uruguai.

A grande parte das espécies, se reproduz em água doce e se alimentam em águas turvas e ricas deste tipo de nutriente dos estuários. Algumas espécies evoluíram e vivem exclusivamente em água doce.

Conheça o Jaú, Peixe de Água Doce

O peixe Jaú, é um peixe de água doce, conhecido como Jundiá de Lagoa. Sobre a sua distribuição geográfica a espécie é devidamente distribuída em bacias Amazônica, do Paraná bem como a Bacia do Prata. Seu habitat principal é os canais de rios, cachoeiras, poços profundos, entre outros locais junto de margens de baías.

Sobre a alimentação e reprodução do peixe jaú.

Os peixes Jaús habitam os canais de rios, cachoeiras, poços profundos, e ficam localizados nas margens de baías.

Com relação a sua alimentação podemos citar que ele é uma espécie piscívora, e se alimenta de peixes que possuem escamas duras nas épocas de seca. Este é um peixe que fica escondido em poços criados por cascatas, e a espera de peixes que sobem os rios para a sua desova, atacando os mesmos com uma devida voracidade.

Sobre a reprodução do peixe Jaú e suas características.

Com relação as características do peixe Jaú, este é considerado como um dos maiores peixes de couro da região Amazônica, e com certeza da região Neotropical brasileira. Sua cabeça é ampla e achatada, enquanto o seu corpo é bastante afinado, em direção a sua cauda.

Este é um peixe que possui uma boca bem desenvolvida, e suas nadadeiras peitorais e dorsais com espinhos. Sua coloração aparece de forma parda ou em tonalidades de verde azeitona e seu ventre é embranquecido. Este peixe poderá atingir um equivalente de 1,90 metros de comprimento e mais de 100 kg de peso.

Como é feita a pesca do Peixe Jaú.

Para a sua pesca é necessário se utilizar de varas pesadas com linhas acima de 30 lb, bem como anzóis maiores do que 9 / 0, em aço flexível e chumbado conforme a necessidade do local de pesca. O equipamento deverá suportar pesos superior a 200 gramas.

 

Cuidados Com Peixes de Água Doce

Quem quer se enveredar pelos caminhos do aquarismo precisa, antes de mais nada, definir que tipo de peixe e de aquário quer ter em casa. O aquarismo é uma prática muito gostosa e relaxante, mas que exige, ao mesmo tempo, bastante paciência por parte de quem está iniciando. Isto de seve porque é importante acertar o tipo de peixe que será colocado no aquário, bem como o tipo de aquário que será montado. Há um conjunto de fatores que devem ser combinados para que o aquário seja um sucesso.

 

Para que o aquário tenha sucesso é preciso, primeiro, combinar os peixes que farão parte desse ovo universo. Alguns peixes não vivem bem em grupos, como é o caso do betta. Quem opta por este tipo de peixinho deve cuidar somente dele no aquário. E não adianta insistir. Dois bettas em um mesmo ambiente é motivo para luta, até um deles seja comido pelo outro. Outras espécies de peixes como malawi, tanganica e do bárbus sumatrano, só aceitam companheiros da mesma família. Eles são altamente territorialistas.

 

Outro detalhes que um novo aquarista deve-se atentar é a questão do local onde será colocado  o aquário. É importante que o lugar seja calmo e tenha boa iluminação. não é ideal montar um aquário próximo à janela, pois dependendo do tipo de aquário, há um aumento na produção de algas. Entretanto, é importante que o aquário receba boa iluminação, já que os peixes precisam dela para viver.

 

As condições da água também devem ser observadas semanalmente. Nunca troque toda a água de uma única vez, os peixes irão sentir a mudança e podem sofrer algum tipo de choque. Verifique também o Ph da água – se mais alcalino, se neutro, ou se ácido – e veja se combina com os peixes que foram escolhidos para viver naquele ambiente. Troque apenas 15% do volume total da água. Quanto à ração dada aos peixes, ofereça duas vezes ao dia, uma quantidade que possa ser consumida em no máximo dois minutos para que se evite acúmulo de matéria orgânica no fundo  do aquário.

 

Também é importante ficar atento ao comportamento dos peixinhos. Eles podem ficar doentes com qualquer alteração da água e da temperatura. Observe as nadadeiras, pele sem brilho, lesões nas escamas ou nos olhos, pouca movimentação e uma longa permanência no fundo do aquário são sinais de problema. Então, é bom ter olhos atentos – e não apenas contemplativos. Boas lojas funcionam como consultórios. Leve o peixe enfermo e siga as orientações de tratamento.

Peixes de Água Doce Que São Colocados em Aquários de Água Salgada?

É importante saber se é possível colocar peixes que são oriundos de água doce em aquários de água salgada e vice-versa. Segundo especialistas – e esta informação consta até mesmo no site do Ministério de Energia dos Estados Unidos – por volta de 2% das 21 mil espécies classificadas podem passar de água doce para salgada, ou o inverso. No site, eles citam inclusive como exemplo os casos do salmão e das enguias, aos quais adjetivam de “notáveis”. Tais peixes apresentam um tipo de mecanismo bastante peculiar – que os auxiliam na excreção e/ou absorção do sal. Contudo, se pensarmos em uma maioridade de peixes, eles certamente morreriam caso fossem postos em tanques de águas que não sejam as de seus habitats naturais.

A permissão ou não que a natureza oferece para que um peixe possa ir de um tipo de água a outra e não permita isto a todos se deve a um processo chamado de difusão e outro de osmose. A difusão é um processo pelo qual certos peixes podem passar, trata-se de um tipo de concentração de energia mais baixa ou mais elevada. Isto significa dizer que peixes de água doce que são postos em tanques de água salgada possuem moléculas em seus corpos podem passar através de suas membranas e acabam perdendo água. E tal mudança, provoca inevitavelmente a morte do animal.

Já a osmose é a passagem de uma região de elevada concentração para baixa. Em outras palavras, se um peixe de água salgada for posto em um tanque com água doce, ocorre o oposto da difusão: as moléculas não saem através das membranas, e há um considerável aumento delas no corpo. O que também levaria o peixe à morte.

Por conta disso, pode-se concluir que embora tenha ocorrido evolução de animais ao longo dos séculos, peixes de água doce não podem viver em água salgada, de maneira geral. Se há algumas poucas exceções, é por que a natureza talvez tenha sido muito generosa com eles.

 

Peixe Barrigudinho

De nome afetivo, o Barrigudinho é um peixe que tem ocorrência em toda a extensão da América do Sul, mas que é muito recorrente no sul e sudeste brasileiros. o barrigudinho vive em rios, lagos sempre na parte mais superficial. Isto porque, para este tipo de peixe pequeno, que vive em comunidade, é mais fácil encontrar comida, uma vez que ele se alimenta de mosquitos. O barrigudinho tem sido objeto de estudos de cientistas e pesquisadores porque ele poderá ser usado no combate à dengue. Peixe de escamas, não é dos mais atrativos, mas pode viver tranquilamente em aquários.

Uma característica bastante comum entre peixes que vivem em água doce e que pode ser vista no barrigudinho é quanto as suas nadadeiras. São elas que emitem a propulsão necessária para que eles se locomovam em águas bastante movimentadas. Também são as nadadeiras as responsáveis pelo equilíbrio deste peixe. A maioria dos peixes de água doce possuem nadadeiras pares – tanto os de escama quanto os de couro. Outros exemplos são o lambari, o pintado, o jaú.

 

Peixes de Água Doce do Brasil: Lambari

A vida na Terra é extremamente rica e possui peculiaridades bastante interessantes. É o caso do que acontece em particular na água, com as famílias dos peixes. Embora, muitas vezes, sejam tidos ainda como comuns, os peixes ainda são uma descoberta constante para os pesquisadores que, a cada ano, descobrem mais e mais sobre a vida na água.

Estima-se que somente no Brasil haja mais de 25.000 mil espécies de peixes de água doce. Isto se deve ao fato de haver uma grande diversidade geográfica, do habitat, e da forma de alimentação de grande parte dos peixes, o que também provoca grande variação entre as próprias espécies existentes. Mas segundo os especialistas, o que melhor pode ser observado entre as variedades de espécies é quanto ao comportamento, que varia muito entre elas.

É no ambiente aquático que os peixes realizam todas as suas funções vitais, como alimentação, crescimento, reprodução, eliminação de fezes e urina, além de outras tantas. Os peixes que vivem em água doce são chamados de ectotérmicos – significa que eles possuem temperatura corpórea igual ao do ambiente em que vivem.

O lambari é um exemplo desse tipo de peixe. Popularmente chamado de piaba, é muito comum de ser encontrado em mesas de botecos, na forma frita, para servir de aperitivo. É um peixe muito consumido em locais praieiros, botecos e nas regiões do norte e nordeste do Brasil. Pertencente à família dos astyanax bimaculatus, pode ser encontrado na extensão total do país. Habita lagos, rios, represas, riachos e até locais onde haja cachoeiras. Possui alimentação bem simples – frutos, sementes, escamas, ovócitos, e até mesmo de outros peixinhos; também comem insetos terrestres que pousem nas águas habitadas. Portanto, é classificado como onívoro e detritívoro.

 

Diferentemente de outras espécies, os lambaris não sobem as águas dos rios para efetuar a sua reprodução. A fecundação é externa e nenhum dos pares se torna responsável pelos ovos. O lambari é classificado como peixe de escamas. Ele possui uma coloração acinzentada e, por conta disso, não costuma ser atraente para ser cultivado em aquários e reservatórios. Apenas as nadadeiras sofrem alternância na coloração: varia entre vermelho, amarelado, e preto. O corpo é alongado, fino, e pouco comprido. Um lambari não mede mais do que 8 a 9 centímetros de comprimento.

 

Os lambaris possuem duas nadadeiras, também duas manchas próximas ao peitoril, em forma de clava. A cauda é mediana.