Como Cuidar Dos Peixes do Seu Aquário

Ter peixes como animais de estimação é muito adequado, uma vez que passar horas observando o movimento suave dos peixes acalma muito a mente. Há diversos tipos de aquários, sendo que dentre eles os mais comuns são aquário de água doce, aquário plantado e aquário marinho (ou de água salgada).

 

Aquários ainda são altamente recomendados para que vivem em apartamentos pequenos, casas com pouco espaço, e que não quer um animal que faça barulho ou sujeira visível. Também são uma boa opção como animal para as crianças, uma vez que os pequenos vão aos poucos se tornando responsáveis pela sua atenção e cuidados necessários com os peixes.  Uma das espécies mais comum são os goldfish, os típicos peixes de cor laranja e branco. Mas, seja qual for o tipo de peixe que escolha para ter em casa, é importante saber quais são os cuidados básicos que devem ser realizados com a manutenção do aquário para que os peixes vivam com saúde e por muito tempo.

 

Primeiro passo para ter um aquário é conhecer as necessidades de cada espécie que irá viver no ambiente. Cada tipo de peixe possui uma necessidade diferente tanto de Ph de água, de temperatura, de luz e também nutricional.

 

Quem via ter um aquário simples, procure dar ração seca para os animais, no começo é mais fácil e peixes comem tudo (tudo mesmo) o que for colocado no aquário. Preocupe-se em alimentá-los de forma equilibrada, pouca comida, duas vezes ao dia. Procure fazê-lo sempre no mesmo horário.

 

É importante ainda ter cuidado com a limpeza da água. Aquários exigem uma manutenção semanal, em particular se forem os aquários de água doce e que abriguem determinados peixes. Kinguios, por exemplo, são peixes que fazem muita sujeira. O ideal é que a sifonagem da água seja feita uma vez por semana e que o aquário tenha um filtro externo, com capacidade adequada para limpeza e oxigenação da água.

 

Para a troca de água, faça uso de condicionador de água, coloque uma gota para cada litro de água que for substituída. Deixe água descansar pelo menos uma hora antes de fazer a reposição. Também verifique a temperatura e Ph da água para certificar-se de que são as mesmas que do aquário.

 

Use iluminação elétrica para o aquário, ela é a mais indicada para os peixes. O aquário ainda ganha no quesito beleza, pois fica muito mais bonito com iluminação artificial.

Cuidados Com os Peixes e Aquários de Iniciantes

Aquaristas iniciantes têm muitas dúvidas em relação aos cuidados que são necessários com os seus aquários. Algumas dicas iniciais, e que muitas vezes não são ensinadas nos locais onde são vendidos os equipamentos para a montagem do aquário, bem como os peixes, são essenciais para que o aquário seja um aquário de sucesso. Por exemplo, nunca se mistura peixes de famílias diferentes, em aquários de iniciantes. Isto prejudica o equilíbrio inicial que é necessário para manter a saúde da água do aquário. Até por que, o período inicial é de observação e aprendizado. Nem todos entendem que é importante fazer a troca da água semanalmente. Muitos afirmam que apenas uma vez por mês é suficiente. E não é bem assim.

 

O primeiro cuidado depois que os peixes já estão no reservatório é em relação à comida. Peixes morrem pela boca, sim. E tudo o que for colocado eles comem. Então, o correto é pouca comida, para pouca sujeira. Resíduos orgânicos elevam as taxas de amônia da água, que é tóxica para os peixes. Dê a ração adequada, em quantidades ideais, duas vezes por dia. Acostume-os a comerem sempre nos mesmos horários, ele são facilmente condicionados.

 

Outro cuidado é nunca lavar o seu aquário com sabão ou outros produtos químicos. Use apenas água corrente da torneira e uma esponja nova reservada apenas para a limpeza do aquário.

 

A água a ser utilizada no aquário pode ser da torneira, desde que a deixe descansar em um recipiente, por no mínimo, 2 dias antes de colocar no aquário. Assim, o cloro irá evaporar e os metais pesados como chumbo e cobre, vão se depositar no fundo do recipiente. Há produtos que retiram o cloro da água e os metais pesados. Com aplicação deles é possível repor a água no mesmo dia, respeitando o tempo de reação que o fabricante indicar no rótulo.

 

Ao realizar a sifonagem do aquário, troque apenas 1/3 da água. Caso o aquário esteja muito sujo, trocar a metade da água.

 

Nunca coloque um aquário do lado de fora da casa. O ideal seria dentro de casa e em ambientes que tenham uma temperatura constante. Em dias de frio intenso, coloque um aquecedor ou termostato no aquário. No caso do uso de aquecedor, mantenha um termômetro para medir a temperatura constantemente. A temperatura ideal para o aquário deve estar em torno de 27 a 30º C. Nunca esquente a água para colocar no aquário. Isso pode causar choque térmico e matar os peixes.

Quais São os Peixes Ideais Para Fazer a Limpeza do Aquário

Quem possui um aquário em casa, é importante realizar a limpeza dele com regularidade e assertividade. A limpeza do aquário é o que irá garantir a saúde dos peixes que vivem no ambiente. Há diversas opções de limpeza de um aquário. Existem muitas opções de limpeza, mas entre todas elas a mais eficaz e natural é fazê-lo através dos próprios peixes. Contudo, é importante certificar-se de que o seu modelo de aquário permite fazer este tipo de procedimento.

 

Para quem possui aquários de água salgada, uma opção por um sistema de limpeza com os próprios peixes, é escolher um peixe palhaço, que é altamente indicado para este tipo de procedimento. Há informações espalhadas pela rede que apontam que o peixe – palhaço possa ser colocado em aquários de água doce, o que é uma inverdade. Nunca se coloca peixe de água tropical (salgada) em aquários de água doce. Eles vão morrer, e não vão exercer a dupla função de embelezar o aquário e ajudar a fazer a limpeza do fundo.

 

Outra boa opção para quem tem aquário de água salgada ou tropical é o peixe-gato. O peixe-gato é o que se usa mais nos aquários tropicais. São muito úteis, visto que comem tudo o que encontram no fundo.

 

Já os peixes cascudos são uma variação (de água doce) do peixe gato, eles também ajudam na limpeza do fundo do aquário. Durante o dia precisam de se refugiar, a sua atividade é desenvolvida à noite.

 

Estas são algumas das espécies mais utilizadas. Entretanto, quem pratica aquarismo, deve sempre ir à loja onde faz a aquisição de seus peixinhos e verificar se há outras opções que sejam compatíveis com os que já existem no aquário. Lembre-se de que peixes não combinam com todos os outros tipos de peixes que estão disponíveis para serem colocados em um tanque. E sempre tenha cuidado ao introduzir um novo peixe no aquário, pois ele pode não se adaptar aos demais que já vivem lá. Também é importante não colocar mais peixes do que o reservatório é capaz de suportar. Há mais sujeira para ser limpa, e haverá certamente um desequilíbrio nas propriedades naturais da água do ambiente.

 

Estes peixes são considerados muito especiais pela sua beleza, e, além disso, um pouco diferentes de qualquer outro. As suas cores, as listras e os seus bigodes fazem destas algumas das espécies para decorar o seu aquário e ao mesmo tempo para mantê-lo limpo.

Conheça Alguns Tipos de Peixes Para Aquários Marinhos

Peixes de água salgada para serem postos em um aquário, requerem tipos de cuidados até certo ponto diferentes dos que são feitos com os peixes que vivem em água doce. Um aquário de água salgada é vistoso, costuma ser mais atraente aos olhares do que um de água doce, justamente pela gama de opções que nele podem ser exploradas. Um aquário de água salgada, por exemplo, permite que o aquarista inclua peixes, invertebrados, corais, plantas marinhas, e uma infinidade de outras formas de vidas aquáticas.

Dentre as espécies de peixes de água salgada, as quais podem deixar o aquário mais exuberante, estão as categorias dos “anjos marinhos”, a dos “tangs”, também chamados de “cirurgiões e unicórnios”; os “palhaços”, as “borboletas”, “donzelas”, “gobies”, “blennies”, outras espécies e os invertebrados.

 

 

Peixes de Água Doce Que São Colocados em Aquários de Água Salgada?

É importante saber se é possível colocar peixes que são oriundos de água doce em aquários de água salgada e vice-versa. Segundo especialistas – e esta informação consta até mesmo no site do Ministério de Energia dos Estados Unidos – por volta de 2% das 21 mil espécies classificadas podem passar de água doce para salgada, ou o inverso. No site, eles citam inclusive como exemplo os casos do salmão e das enguias, aos quais adjetivam de “notáveis”. Tais peixes apresentam um tipo de mecanismo bastante peculiar – que os auxiliam na excreção e/ou absorção do sal. Contudo, se pensarmos em uma maioridade de peixes, eles certamente morreriam caso fossem postos em tanques de águas que não sejam as de seus habitats naturais.

A permissão ou não que a natureza oferece para que um peixe possa ir de um tipo de água a outra e não permita isto a todos se deve a um processo chamado de difusão e outro de osmose. A difusão é um processo pelo qual certos peixes podem passar, trata-se de um tipo de concentração de energia mais baixa ou mais elevada. Isto significa dizer que peixes de água doce que são postos em tanques de água salgada possuem moléculas em seus corpos podem passar através de suas membranas e acabam perdendo água. E tal mudança, provoca inevitavelmente a morte do animal.

Já a osmose é a passagem de uma região de elevada concentração para baixa. Em outras palavras, se um peixe de água salgada for posto em um tanque com água doce, ocorre o oposto da difusão: as moléculas não saem através das membranas, e há um considerável aumento delas no corpo. O que também levaria o peixe à morte.

Por conta disso, pode-se concluir que embora tenha ocorrido evolução de animais ao longo dos séculos, peixes de água doce não podem viver em água salgada, de maneira geral. Se há algumas poucas exceções, é por que a natureza talvez tenha sido muito generosa com eles.

 

Peixe Barrigudinho

De nome afetivo, o Barrigudinho é um peixe que tem ocorrência em toda a extensão da América do Sul, mas que é muito recorrente no sul e sudeste brasileiros. o barrigudinho vive em rios, lagos sempre na parte mais superficial. Isto porque, para este tipo de peixe pequeno, que vive em comunidade, é mais fácil encontrar comida, uma vez que ele se alimenta de mosquitos. O barrigudinho tem sido objeto de estudos de cientistas e pesquisadores porque ele poderá ser usado no combate à dengue. Peixe de escamas, não é dos mais atrativos, mas pode viver tranquilamente em aquários.

Uma característica bastante comum entre peixes que vivem em água doce e que pode ser vista no barrigudinho é quanto as suas nadadeiras. São elas que emitem a propulsão necessária para que eles se locomovam em águas bastante movimentadas. Também são as nadadeiras as responsáveis pelo equilíbrio deste peixe. A maioria dos peixes de água doce possuem nadadeiras pares – tanto os de escama quanto os de couro. Outros exemplos são o lambari, o pintado, o jaú.

 

Tipos de Peixes Para Aquários Marinhos

Há uma diversidade de espécies que podem ser postas nos aquários. Isto serve tanto para os de água salgada quanto de água doce. Vale, para a escolha, o gosto pessoal e os cuidados que cada espécie irá demandar aos seus futuros donos.

Um grupo de peixes que pode ser bastante interessante de se ter num aquário marinho é o do peixe conhecido “anjo marinho”. Estes são considerados peixes ornamentais, lindíssimos e de fácil trato. Comem quase todo o tipo de alimento. Em contrapartida, são não comunitários, o seja, territorialistas e não podem ser colocados com outras espécies. Certamente, irão morder os peixes menores, ou até mesmo comê-los.

Ainda há um outro inconveniente: costumam ser peixes caros, e raros de serem encontrados. Isto se deve ao fato de que são muito resistentes e vivem em corais. Vão da coloração alaranjada e brilhante, com o final do corpo com um uma faixa azulada, também muito brilhante. O ideal é que sejam comprados ao menos  dois exemplares para o aquário – eles devem viver em pares.

 

Aquário Ideal Para o Peixe Borboleta

Os peixes borboletas são conhecidos pela beleza que apresentam. Brilhantes, coloridos, são peixes de água salgada, provenientes de recifes de corais, que exigem cuidados muito específicos ao serem colocados em um aquário. Primeiro, porque não são tão pequeninos quanto os peixes mais comumente encontrados nos aquários de água doce. O que leva a deduzir que precisam de aquários com mais de 200 litros de água. A escolha pelo tamanho do aquário vai depender da sub espécie a que pertencerá o peixe-borboleta a ser adquirido.

Os biólogos acreditam que haja mais de 100 espécies de peixes-borboletas nos mares onde costumam viver. Originário das águas do Atlântico tropical, possui nome científico haetodon striatus, é uma espécie de peixes tropicais marinhos da família chaetodontida. No Brasil, também é popularmente conhecido como beijo-de-moça, borboleta-listrado, carapiaçaba, castanhola, freire, paru, paru-mulato, parum, peixe-borboleta e quebra-prato. Seu nome se deve às cerdas encontradas nos membros da espécie. Podem ser encontrados ainda na costa  nordeste dos Estados Unidos.

Cada subespécie do peixe borboleta possui uma necessidade especial de espaço, por conta não apenas do crescimento, mas também por serem peixes ativos que “circulam” muito no interior do aquário. O recomendável é que o aquário onde este peixe será colocado tenha, pelo menos 208 litros, de acordo com a comunidade aquática.

E não é apenas em relação ao tamanho do reservatório que o aquarista deverá se atentar. Os peixes-borboletas precisam de alimentação bastante adequada. São exigentes e não se alimentam com qualquer ração ou peixinhos desidratados. E se alimentação não estiver adequada, bem como o espaço para quem possam nadar, eles podem chegar até mesmo ao óbito.

Antes de adquirir um exemplar, todos os especialistas recomendam: leia muito sobre o peixe-borboleta. Não são peixes, de uma espécie fácil de ser tratada, não se adequam a todo o tipo de espaço,  requerem uma temperatura próxima a do habitat natural, e não vivem em comunidade. Portanto, outros peixes podem vir a sofrer ataques por parte do borboleta, em particular se forem menores. O ideal mesmo é que o aquário possua mais de 285 litros. Também vale lembrar que, por serem peixes oriundos do universo marinho, precisam terem em seus aquários plantas e outros acessórios que remetam ao habitat natural. Não é possível colocar mais do que um exemplar num aquário, e se o reservatório for o primeiro a ser montado pelo aquarista, é melhor buscar uma outra opção de peixe.

Como Cuidar de Peixes Tropicais

E não se sabe ao certo qual é o número real de espécies que existam em águas do mundo inteiro. Isto se deve ao fato de haver uma grande diversidade geográfica, do habitat, e da forma de alimentação de grande parte dos peixes, o que também provoca grande variação entre as próprias espécies existentes. Mas segundo os especialistas, o que melhor pode ser observado entre as variedades de espécies é quanto ao comportamento, que varia muito entre elas.

Os peixes que vivem em água doce são chamados de ectotérmicos – significa que eles possuem temperatura corpórea igual ao do ambiente em que vivem. Isto justifica, por exemplo, quanto há um elevado aumento de temperatura ambiente, a morte de diversos peixes que vivem em lagos e rios. O contrário também pode acontecer. Por conta disso, é importante que ao ter um reservatório em casa – os chamados aquários – se faz necessário uma série de cuidados, em particular quando são cultivados peixes tropicais. Eles vivem em temperaturas maiores, mas nem por isso podem sofrer variações elevadas.

A primeira atenção aos peixes tropicais é quanto à qualidade da água. De modo geral, isto é uma regra para com todas as espécies de peixes, entretanto, alguns não aceitam de forma alguma uma água que não seja pura, cristalina e fresca. A temperatura deverá estar sempre de acordo com as necessidades da espécie cultivada. O mesmo deverá ser regra em relação ao ph. Níveis de amônia, sódio e outras substâncias devem ser controladas rigorosamente.

Os peixes tropicais suportam pequenas variações de temperatura, porém não as bruscas, certifique-se mantendo um por termômetro no reservatório. A taxa de fluxo de ar também deverá ser controlada. De preferência com regulagem de oxigênio de duas em duas horas.

Quanto à alimentação, ela também deverá ser rigorosa. Peixes não devem se alimentar o dia inteiro, mas apenas em horários e quantidades específicas.

 

Tipos de Peixes Que Podem Ocupar Aquários de Até 40 Litros

Nem todos os tipos de peixes podem ser colocados em qualquer tipo de aquário. Este é outro erro comum entre aqueles que se iniciam no aquarismo. Os peixes necessitam de espaço adequado para que o seu desenvolvimento se dê de acordo com a sua espécie. Também não se deve lotar um aquário com um número exagerado de peixinhos pequenos, apenas porque, aparentemente, eles não demandam de espaço, alimentação, oxigênio e nutrientes. Tudo isto deverá ser avaliado antes de qualquer compra de equipamentos.

Algumas considerações, portanto, devem ser realizadas. Os peixes quando são adquiridos costumam ser “jovens”. Isto significa dizer que irão ter um crescimento de acordo com a sua natureza. Certos peixes indicados para aquários de água doce podem ficar entre 2,5 centímetros a  25 centímetros quando estão na fase adulta. Por isso, peixes dourados, por exemplo, não são adequados para tanques com 40 litros. Por outro lado, os peixes da espécie tetra, embora sejam pequenos, são hiperativos e precisam de bastante espaço para se locomoverem. Também não podem ser postos em tanques pequenos. O mesmo vale para aquários cuja finalidade for a reprodução e não a vivência dos peixes.