Como Cuidar Adequadamente de Seus Peixes

Existem muitos peixes que podem ser colocados em um aquário. Mas, antes de fazer a montagem de um, é importante que se conheçam as características da espécie ou espécies que irão viver no ambiente. Cada tipo de peixe, bem como cada tipo de aquário, exige um cuidado e atenções específicas. O primeiro passo, portanto, é decidir que tipo de peixe será colocado no aquário. Se os peixes serão de água tropical ou de água fria. Entre os mais tradicionais de água fria estão os peixinhos – dourados, que são fáceis de serem tratados, além de serem bem populares.  Já entre os tropicais, o peixe-gato e o anjo são algumas possibilidades.

 

Peixes de água fria costumam os mais baratos e também os que apresentam melhor sobrevida em casos de erros com o aquário. Eles também são bonitos e podem deixar o aquário com aspecto bem interessante. Costumam ficar bastante confortáveis em cativeiros e ainda se reproduzem com facilidade. Mas somente pense em trabalhar com a reprodução de peixes, depois que estiver bem experiente e familiarizado com o trato desse tipo de animal. A questão dos aquaristas  novos é sempre mais delicada – há que ter paciência e algumas observações iniciais, como a saúde da própria água, que se não for equilibrada, pode acabar levando os peixes à morte.

 

Evite iniciar um aquário com peixes de água salgada, deixe este tipo para quando já tiver muita familiaridade com aquarismo. Peixes de água salgada demandam muito mais trabalho, que os de água doce e fria.

 

Pesquise sobre as espécies de peixes e veja qual é a real possibilidade de coloca-los juntos. Peixes comunitários vivem bem entre si. Mas algumas espécies somente podem ser colocadas com outros membros de uma mesma família. Fique atento quanto a isto. Não crie peixes sozinhos, o ideal é que haja dois ou três exemplares de cada um no aquário. Verifique se estes peixes se alimentam do mesmo tipo de ração, kinguios precisam de um tipo de alimento, platys outro. Há ainda a questão de que alguns peixes precisam de cuidados diferenciados, então nos os misture em um mesmo reservatório.

 

Comece por um tanque pequeno e com peixes pequenos que se alimentem de uma mesma ração, para não haver a necessidade de trocas de água tão constantes.

 

Outro cuidado que é muito importante é no que se refere ao tamanho do tanque. Cada peixe precisa de uma quantidade mínima para si de água. Peixes dourados, por exemplo, precisam de tanques com 20 L; cada peixe adicional, mais 10L. e assim, por diante.

Como Cuidar de Seus Peixes no Inverno?

Está chegando uma das épocas do ano que mais preocupa os aquarifilistas (ou aquaristas) de plantão. Trata-se do período de frio, outono e inverno. Isto acontece porque quase nehyum peixe passa incólume a estas estações. Há certos peixes que são muito mais sensíveis ao frio do que outros e, quando esta é a característica presente nos peixes do aquário, os cuidados devem ser redobrados, para que os peixinhos não apareçam todos mortos de frio. Literalmente.

 

Bettas por exemplo, vivem bem em temperaturas entre 24 a 30°C. Embora suportem vivem entre temperaturas que estejam abaixo ou acima da média, precisam de adaptação lenta para as mudanças de temperaturas.  Acontece que, as temperaturas, por vezes, despencam e não promovem o tempo necessário que o peixe precisa para se adaptar à nova condição da água. Alguns criadores, porém afirmam que os peixes podem muito bem sobreviver quando a temperatura chega aos 17, ou 14 graus se estiverem em condições saudáveis, isto pode ser possível, mas nem sempre provável. Haverá, portanto, algum prejuízo para o animal.

 

O metabolismo dos bettas costuma diminuir muito quando estão em temperaturas muito baixas. Ficam mais lentos, alimentam-se em de menor quantidade de ração, e o mesmo pode ser observado em relação aos seus movimentos, que ficam mais restritos. Isto é um tipo de estratégia da espécie para reservar energia e calor.  A consequência direta é a diminuição de crescimento. Também sofrem uma diminuição direta em seus sistemas imunológicos, o que pode acarretar o surgimento de algumas doenças típicas desses peixinhos.

 

Vale lembrar que, quaisquer tipos de variações muito bruscas nos ambientes em que vivem os peixes, permitem que doenças oportunistas se aproveitem da situação, atacando o animal, e há também um grande risco de estresse.

 

Portanto, o ideal é que a temperatura do aquário dos bettas fique sempre estável, o ano inteiro e não somente durante o inverno. Por isso, é importante fazer o uso de um aquecer interno, o qual deve trabalhar sempre de forma colaborativa com um termostato, para automatizar o processo de ligar e desligar o aquecedor, sempre que a temperatura chegar ao limite que em que foi configurado o aparelho. Sem a ação do termostato, há o risco iminente de super aquecer a água, provocando um cozimento no peixe.

 

Os termostatos e aquecedores podem ser encontrados em diversos pets que comercializam material para aquarismo. Também é possível encontrar em sites especializados. Tome apenas atenção quanto à voltagem do aparelho que deve ser compatível com a rede elétrica.

Como Cuidar Dos Peixes do Seu Aquário

Ter peixes como animais de estimação é muito adequado, uma vez que passar horas observando o movimento suave dos peixes acalma muito a mente. Há diversos tipos de aquários, sendo que dentre eles os mais comuns são aquário de água doce, aquário plantado e aquário marinho (ou de água salgada).

 

Aquários ainda são altamente recomendados para que vivem em apartamentos pequenos, casas com pouco espaço, e que não quer um animal que faça barulho ou sujeira visível. Também são uma boa opção como animal para as crianças, uma vez que os pequenos vão aos poucos se tornando responsáveis pela sua atenção e cuidados necessários com os peixes.  Uma das espécies mais comum são os goldfish, os típicos peixes de cor laranja e branco. Mas, seja qual for o tipo de peixe que escolha para ter em casa, é importante saber quais são os cuidados básicos que devem ser realizados com a manutenção do aquário para que os peixes vivam com saúde e por muito tempo.

 

Primeiro passo para ter um aquário é conhecer as necessidades de cada espécie que irá viver no ambiente. Cada tipo de peixe possui uma necessidade diferente tanto de Ph de água, de temperatura, de luz e também nutricional.

 

Quem via ter um aquário simples, procure dar ração seca para os animais, no começo é mais fácil e peixes comem tudo (tudo mesmo) o que for colocado no aquário. Preocupe-se em alimentá-los de forma equilibrada, pouca comida, duas vezes ao dia. Procure fazê-lo sempre no mesmo horário.

 

É importante ainda ter cuidado com a limpeza da água. Aquários exigem uma manutenção semanal, em particular se forem os aquários de água doce e que abriguem determinados peixes. Kinguios, por exemplo, são peixes que fazem muita sujeira. O ideal é que a sifonagem da água seja feita uma vez por semana e que o aquário tenha um filtro externo, com capacidade adequada para limpeza e oxigenação da água.

 

Para a troca de água, faça uso de condicionador de água, coloque uma gota para cada litro de água que for substituída. Deixe água descansar pelo menos uma hora antes de fazer a reposição. Também verifique a temperatura e Ph da água para certificar-se de que são as mesmas que do aquário.

 

Use iluminação elétrica para o aquário, ela é a mais indicada para os peixes. O aquário ainda ganha no quesito beleza, pois fica muito mais bonito com iluminação artificial.

Cuidados Com os Peixes e Aquários de Iniciantes

Aquaristas iniciantes têm muitas dúvidas em relação aos cuidados que são necessários com os seus aquários. Algumas dicas iniciais, e que muitas vezes não são ensinadas nos locais onde são vendidos os equipamentos para a montagem do aquário, bem como os peixes, são essenciais para que o aquário seja um aquário de sucesso. Por exemplo, nunca se mistura peixes de famílias diferentes, em aquários de iniciantes. Isto prejudica o equilíbrio inicial que é necessário para manter a saúde da água do aquário. Até por que, o período inicial é de observação e aprendizado. Nem todos entendem que é importante fazer a troca da água semanalmente. Muitos afirmam que apenas uma vez por mês é suficiente. E não é bem assim.

 

O primeiro cuidado depois que os peixes já estão no reservatório é em relação à comida. Peixes morrem pela boca, sim. E tudo o que for colocado eles comem. Então, o correto é pouca comida, para pouca sujeira. Resíduos orgânicos elevam as taxas de amônia da água, que é tóxica para os peixes. Dê a ração adequada, em quantidades ideais, duas vezes por dia. Acostume-os a comerem sempre nos mesmos horários, ele são facilmente condicionados.

 

Outro cuidado é nunca lavar o seu aquário com sabão ou outros produtos químicos. Use apenas água corrente da torneira e uma esponja nova reservada apenas para a limpeza do aquário.

 

A água a ser utilizada no aquário pode ser da torneira, desde que a deixe descansar em um recipiente, por no mínimo, 2 dias antes de colocar no aquário. Assim, o cloro irá evaporar e os metais pesados como chumbo e cobre, vão se depositar no fundo do recipiente. Há produtos que retiram o cloro da água e os metais pesados. Com aplicação deles é possível repor a água no mesmo dia, respeitando o tempo de reação que o fabricante indicar no rótulo.

 

Ao realizar a sifonagem do aquário, troque apenas 1/3 da água. Caso o aquário esteja muito sujo, trocar a metade da água.

 

Nunca coloque um aquário do lado de fora da casa. O ideal seria dentro de casa e em ambientes que tenham uma temperatura constante. Em dias de frio intenso, coloque um aquecedor ou termostato no aquário. No caso do uso de aquecedor, mantenha um termômetro para medir a temperatura constantemente. A temperatura ideal para o aquário deve estar em torno de 27 a 30º C. Nunca esquente a água para colocar no aquário. Isso pode causar choque térmico e matar os peixes.

Cuidados Com Peixes de Água Doce

Quem quer se enveredar pelos caminhos do aquarismo precisa, antes de mais nada, definir que tipo de peixe e de aquário quer ter em casa. O aquarismo é uma prática muito gostosa e relaxante, mas que exige, ao mesmo tempo, bastante paciência por parte de quem está iniciando. Isto de seve porque é importante acertar o tipo de peixe que será colocado no aquário, bem como o tipo de aquário que será montado. Há um conjunto de fatores que devem ser combinados para que o aquário seja um sucesso.

 

Para que o aquário tenha sucesso é preciso, primeiro, combinar os peixes que farão parte desse ovo universo. Alguns peixes não vivem bem em grupos, como é o caso do betta. Quem opta por este tipo de peixinho deve cuidar somente dele no aquário. E não adianta insistir. Dois bettas em um mesmo ambiente é motivo para luta, até um deles seja comido pelo outro. Outras espécies de peixes como malawi, tanganica e do bárbus sumatrano, só aceitam companheiros da mesma família. Eles são altamente territorialistas.

 

Outro detalhes que um novo aquarista deve-se atentar é a questão do local onde será colocado  o aquário. É importante que o lugar seja calmo e tenha boa iluminação. não é ideal montar um aquário próximo à janela, pois dependendo do tipo de aquário, há um aumento na produção de algas. Entretanto, é importante que o aquário receba boa iluminação, já que os peixes precisam dela para viver.

 

As condições da água também devem ser observadas semanalmente. Nunca troque toda a água de uma única vez, os peixes irão sentir a mudança e podem sofrer algum tipo de choque. Verifique também o Ph da água – se mais alcalino, se neutro, ou se ácido – e veja se combina com os peixes que foram escolhidos para viver naquele ambiente. Troque apenas 15% do volume total da água. Quanto à ração dada aos peixes, ofereça duas vezes ao dia, uma quantidade que possa ser consumida em no máximo dois minutos para que se evite acúmulo de matéria orgânica no fundo  do aquário.

 

Também é importante ficar atento ao comportamento dos peixinhos. Eles podem ficar doentes com qualquer alteração da água e da temperatura. Observe as nadadeiras, pele sem brilho, lesões nas escamas ou nos olhos, pouca movimentação e uma longa permanência no fundo do aquário são sinais de problema. Então, é bom ter olhos atentos – e não apenas contemplativos. Boas lojas funcionam como consultórios. Leve o peixe enfermo e siga as orientações de tratamento.

Cuidados Gerais Com Peixes no Inverno

Para quem possui algum tipo de aquário, seja ele bateria, estufa ou laboratório de alevinagem, com a chegada do inverno, os cuidados com os peixes devem ser redobrados. Isto porque há uma natural baixa nas temperaturas médias diárias e manter a água em uma temperatura que seja adequada a cada tipo de aquário e peixe é realmente um processo cuidadoso e que deve ser feito minuciosamente, já que é importante garantir o conforto dos peixes, também nesses meses mais frios.

 

Os peixes são animais classificados como poiquilotérmicos (pelo menos a grande maioria deles), isto significa dizer que são animais que não que não têm um mecanismo interno que regule a temperatura do seu corpo. Desta forma, os peixes permanecem com temperatura variável, de acordo com a que existe no meio ambiente onde está inserido, ou têm hábitos comportamentais que, por si só, já permitem manter a temperatura em níveis aceitáveis para o seu organismo. E é justamente esta característica que promove uma grande preocupação para quem cria peixes, de uma forma mais esportiva ou profissional.

 

O período mais frio do ano, que abarca outono e inverno, especialmente este último, é motivo de preocupação porque os peies passam a ter um metabolismo muito mais lento do que o normal, o que pode ser crítico em alguns casos, como nos laboratórios de alevinos, que contam com o bom desenvolvimento dos peixes para ser um empreendimento de sucesso.

 

Quem possui aquários simples, ou um exemplar único em casa, pode tomar medidas bem fácies de serem articuladas para evitar que a temperatura da água caia bruscamente. Uma medida bem interessante, e funcional, é a colocação de uma manta ou cobertos sobre o aquário, durante as horas em que a temperatura baixa com maior intensidade. Em geral, isto acontece no período noturno. Mas o procedimento não inviabiliza a instalação de um termostato e um aquecedor no aquário.

 

Já para quem possui muitos aquários, os procedimentos devem ser outros. É importante ter um sistema de aquecimento elétrico funcional, com aquecedor, termômetro e termostato. Também é importante fazer a verificação da água constantemente, para certificar-se de que não há qualquer tipo de problema, quanto a queda ou elevação da temperatura.

 

Vale lembrar que peixes, em quaisquer casos, de água fria ou tropical, sofrem com alterações bruscas que possam acontecer nos meios em que estão inseridos. Então, qualquer mudança pode baixar a resistência imunológica deles e levá-los à morte.

Quais São os Peixes Ideais Para Fazer a Limpeza do Aquário

Quem possui um aquário em casa, é importante realizar a limpeza dele com regularidade e assertividade. A limpeza do aquário é o que irá garantir a saúde dos peixes que vivem no ambiente. Há diversas opções de limpeza de um aquário. Existem muitas opções de limpeza, mas entre todas elas a mais eficaz e natural é fazê-lo através dos próprios peixes. Contudo, é importante certificar-se de que o seu modelo de aquário permite fazer este tipo de procedimento.

 

Para quem possui aquários de água salgada, uma opção por um sistema de limpeza com os próprios peixes, é escolher um peixe palhaço, que é altamente indicado para este tipo de procedimento. Há informações espalhadas pela rede que apontam que o peixe – palhaço possa ser colocado em aquários de água doce, o que é uma inverdade. Nunca se coloca peixe de água tropical (salgada) em aquários de água doce. Eles vão morrer, e não vão exercer a dupla função de embelezar o aquário e ajudar a fazer a limpeza do fundo.

 

Outra boa opção para quem tem aquário de água salgada ou tropical é o peixe-gato. O peixe-gato é o que se usa mais nos aquários tropicais. São muito úteis, visto que comem tudo o que encontram no fundo.

 

Já os peixes cascudos são uma variação (de água doce) do peixe gato, eles também ajudam na limpeza do fundo do aquário. Durante o dia precisam de se refugiar, a sua atividade é desenvolvida à noite.

 

Estas são algumas das espécies mais utilizadas. Entretanto, quem pratica aquarismo, deve sempre ir à loja onde faz a aquisição de seus peixinhos e verificar se há outras opções que sejam compatíveis com os que já existem no aquário. Lembre-se de que peixes não combinam com todos os outros tipos de peixes que estão disponíveis para serem colocados em um tanque. E sempre tenha cuidado ao introduzir um novo peixe no aquário, pois ele pode não se adaptar aos demais que já vivem lá. Também é importante não colocar mais peixes do que o reservatório é capaz de suportar. Há mais sujeira para ser limpa, e haverá certamente um desequilíbrio nas propriedades naturais da água do ambiente.

 

Estes peixes são considerados muito especiais pela sua beleza, e, além disso, um pouco diferentes de qualquer outro. As suas cores, as listras e os seus bigodes fazem destas algumas das espécies para decorar o seu aquário e ao mesmo tempo para mantê-lo limpo.

Peixes Cartilaginosos

Peixes cartilaginosos fazem parte de um grupo muito antigo dentro da esfera global marinha, no qual estão ainda incluídos os maiores predadores do mundo. Além do esqueleto cartilaginoso, possuem dentes especiais, que se renovam ao longo do tempo em que vivem. É possível ainda reconhecer os peixes cartilaginosos por conta de sua pele, que é coberta por uma escama que tem um formato muito parecido com o dos dentes.

Embora quase todos os peixes cartilaginosos sejam marinhos – há alguns tipos de arraias e tubarões que adentram em estuários e rios, em regiões de água doce, em particular em áreas tropicais. Alguns especialistas e biologia marinha afirmam que isto se deve ao fato que as águas tropicais são atrativas no que concerne a variedade na cadeia alimentar para alguns exemplares.

No caso dos tubarões, eles podem medir entre 2,5 metros de comprimento a 12 metros de comprimento, o que costuma ser mais raro. Mais raro ainda são os tubarões baleias que chegam a medir 18 metros de comprimento. Depois das baleias, são os maiores vertebrados vivos do planeta.

Já as arraias são um pouco menores. O comum entre elas é um comprimento que vai de 60 a 90 centímetros. Contudo há uma espécie, a arraia-jamanta – que faz jus ao nome: chega a medir entre 5 metros de comprimento, com uma envergadura de 6.

Os esqueletos de ambas espécies são de cartilagem muito firme, flexível, reforçados por depósitos calcários. O esqueleto possui crânio ligado à coluna vertebral, cintura peitoral e pélvica. A mandíbula não costuma estar fundida no crânio. Algumas espécies ainda possuem coluna vertebral.

 

Peixes de Água Doce Que São Colocados em Aquários de Água Salgada?

É importante saber se é possível colocar peixes que são oriundos de água doce em aquários de água salgada e vice-versa. Segundo especialistas – e esta informação consta até mesmo no site do Ministério de Energia dos Estados Unidos – por volta de 2% das 21 mil espécies classificadas podem passar de água doce para salgada, ou o inverso. No site, eles citam inclusive como exemplo os casos do salmão e das enguias, aos quais adjetivam de “notáveis”. Tais peixes apresentam um tipo de mecanismo bastante peculiar – que os auxiliam na excreção e/ou absorção do sal. Contudo, se pensarmos em uma maioridade de peixes, eles certamente morreriam caso fossem postos em tanques de águas que não sejam as de seus habitats naturais.

A permissão ou não que a natureza oferece para que um peixe possa ir de um tipo de água a outra e não permita isto a todos se deve a um processo chamado de difusão e outro de osmose. A difusão é um processo pelo qual certos peixes podem passar, trata-se de um tipo de concentração de energia mais baixa ou mais elevada. Isto significa dizer que peixes de água doce que são postos em tanques de água salgada possuem moléculas em seus corpos podem passar através de suas membranas e acabam perdendo água. E tal mudança, provoca inevitavelmente a morte do animal.

Já a osmose é a passagem de uma região de elevada concentração para baixa. Em outras palavras, se um peixe de água salgada for posto em um tanque com água doce, ocorre o oposto da difusão: as moléculas não saem através das membranas, e há um considerável aumento delas no corpo. O que também levaria o peixe à morte.

Por conta disso, pode-se concluir que embora tenha ocorrido evolução de animais ao longo dos séculos, peixes de água doce não podem viver em água salgada, de maneira geral. Se há algumas poucas exceções, é por que a natureza talvez tenha sido muito generosa com eles.

 

Peixe Barrigudinho

De nome afetivo, o Barrigudinho é um peixe que tem ocorrência em toda a extensão da América do Sul, mas que é muito recorrente no sul e sudeste brasileiros. o barrigudinho vive em rios, lagos sempre na parte mais superficial. Isto porque, para este tipo de peixe pequeno, que vive em comunidade, é mais fácil encontrar comida, uma vez que ele se alimenta de mosquitos. O barrigudinho tem sido objeto de estudos de cientistas e pesquisadores porque ele poderá ser usado no combate à dengue. Peixe de escamas, não é dos mais atrativos, mas pode viver tranquilamente em aquários.

Uma característica bastante comum entre peixes que vivem em água doce e que pode ser vista no barrigudinho é quanto as suas nadadeiras. São elas que emitem a propulsão necessária para que eles se locomovam em águas bastante movimentadas. Também são as nadadeiras as responsáveis pelo equilíbrio deste peixe. A maioria dos peixes de água doce possuem nadadeiras pares – tanto os de escama quanto os de couro. Outros exemplos são o lambari, o pintado, o jaú.